Se o mínimo subir só pela inflação a partir de 2027, quem ganha um salário mínimo deixa de receber
−R$ 4.560
de 2027 a 2030, com o 13º, em reais de hoje. Ninguém corta o salário: só não vem o aumento acima da inflação que a lei de hoje garante.
Pelo menos R$ 2.718, 2,9 cestas básicas, mesmo com o menor aumento que a lei permite depois de 2027.
Por mês, em reais de hoje. A lei de hoje (Lei 14.663/2023, com o teto da Lei 15.077/2024) dá ao mínimo a inflação mais o crescimento do PIB, com aumento real entre 0,6% e 2,5% até 2030. Em 2027 o aumento real já está dado: 2,3%, e o projeto de orçamento prevê mínimo de R$ 1.741. De 2028 a 2030 a conta usa 2% ao ano.
Quem depende do mínimo
| aposentados, pensionistas e BPC do INSS | 29,3 |
|---|---|
| empregados | 17,7 |
| trabalhadores por conta própria | 10,8 |
| empregados domésticos | 3,9 |
| pequenos empregadores | 0,4 |
| no total | 61,9 |
O que sobe junto com o mínimo
- O abono salarial, de até um mínimo por ano, para cerca de 25,5 milhões de trabalhadores de carteira que ganham pouco, em 2026.
- O seguro-desemprego, que nunca paga menos que um mínimo, para 7,9 milhões de pessoas previstas em 2026.
- Aposentadorias, pensões e o BPC de quem recebe o piso: 29,3 milhões de pessoas.
Cada R$ 1 a mais no mínimo custa ao governo, em 2027, R$ 308,4 milhões em aposentadorias, R$ 74,0 milhões no BPC, R$ 20,0 milhões no abono e R$ 10,2 milhões no seguro-desemprego (PLDO 2027, Anexo de Riscos Fiscais, tabela 10). É por isso que o mínimo é a primeira despesa que um corte grande alcança.
vigília