a “Super PEC da Transição” · estudada pela equipe de Flávio Bolsonaro, segundo a Folha
Os aposentados na mira desde o primeiro ano
- Aposentadorias do INSS e BPC corrigidos só pela inflação, sem o aumento acima dela que o salário mínimo tem pela lei de hoje. Para quem ganha um mínimo, pelo menos R$ 2.718 a menos até 2030.
- Os pisos da saúde e da educação também só pela inflação: R$ 23 bilhões a menos no primeiro ano, R$ 145 bilhões no último ano da década.
- Cerca de 2% do PIB, perto de R$ 250 bilhões por ano.
Uma PEC da Transição é votada antes da posse, para valer desde o primeiro orçamento. Foi assim em dezembro de 2022.
Folha de S.Paulo, 07-08/10/2026, via InfoMoney, 08/10/2026, e Agência Brasil, 09/10/2026.
O que isso faz com a aposentadoria de um salário mínimo →O que o plano promete
plano de governo, p. 68
“Nossa bandeira é um grande TESOURAÇO: um corte profundo e por todos os lados, que enxuga a máquina, coloca as contas em ordem e reduz os impostos que pesam sobre quem produz.”
p. 69 — os cortes que o plano nomeia, todos
“Isso inclui o corte de no mínimo 10 ministérios, a redução de cargos comissionados e de despesas administrativas e o combate aos penduricalhos e supersalários que corroem o orçamento.”
p. 71
“Vamos construir o equilíbrio fiscal duradouro, entregando superávits primários […]. E haverá uma regra clara de controle de gastos discricionários dos três Poderes da União.”
O plano não traz nenhum número: nem a meta de superávit, nem o prazo, nem quanto cada corte rende. O tamanho veio da campanha. Daniella Marques, coordenadora do programa econômico, falou em cortar 1,5% do PIB, “cerca de R$ 190 bilhões”; segundo a Folha, a equipe estudou um pacote de 2% do PIB, perto de R$ 250 bilhões. Ao mesmo tempo, o plano promete reduzir impostos, dobrar o investimento federal em segurança e corrigir a tabela do SUS.
Feche a conta
Escolha o que cortar. Os valores são do projeto de orçamento de 2027, o primeiro ano do Tesouraço, por ano.
vigília